CUIDADOS COM A VISÃO
A visão das crianças em idade escolar e aspectos sociais.
Aproximadamente 20% das crianças em idade escolar apresentam deficiências oftalmológicas que se não corrigidas contribuem para um grande déficit no aproveitamento escolar.
Por volta dos 06 anos de idade com o ingresso na escola, a criança é solicitada mais intensamente para atividades intelectuais e sociais, que requerem prontidão e habilidades psicomotoras e visuais. Admite-se que 85% do aprendizado e informação que recebemos se façam através da visão. A visão também é responsável por 85% dos sentidos.
No ambiente doméstico a criança não tem noção de que não enxerga bem por não exercer atividades que demandem maior esforço visual.
Diversas razões são apontadas para explicar a ausência de busca do atendimento oftalmológico no Brasil.
A falta de orientação a pais e professores e ou a inexistência de programas de saúde ocular nas escolas para encaminhamento dos escolares com deficiência visual ao exame oftalmológico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que cerca de 7,5 milhões de crianças em idade escolar sejam portadoras de algum tipo de deficiência visual e apenas 25% delas apresentem sintomas, os outros três quartos necessitariam de teste específico para identificar o problema.
A maior parte desses casos é encontrado em países em desenvolvimento. a Deficiências visuais não corrigidas causam nos escolares redução da atenção e interação, afetam a autopercepção, o desenvolvimento emocional, causam sonolência, irritação e reduzem sociabilização da criança podendo ainda surgirem atitudes de menosprezo ou superproteção, além de tantos outros sintomas como por exemplo uma necessidade constante de lhes proporcionar ajuda com informações e descrições verbais.
Considerando a importância da visão na educação e na integração social da criança, a questão deixa de ser puramente uma deficiência para configurar um problema socioeducacional, por isso ações de promoção da saúde e de educação em saúde visual assumem importância decisiva. A informação contribui para pais, professores, acadêmicos e voluntários a demonstrarem interesse em participar de iniciativas educacionais e assistenciais em saúde ocular, identificando as principais causas de déficit visual da criança e a extensão desse problema.
Outra informação aos pais que não tem o costume de proteger os olhos de seus pequenos em parques e praias: as crianças são mais vulneráveis do que os adultos aos efeitos nocivos da exposição aos raios UV.
Capaz de penetrar os olhos de uma criança menor de dez anos é mais de seis vezes maior do que a radiação UV capaz de penetrar os olhos de um adulto. Por isso, nunca é cedo demais para começar a proteger os olhos de uma criança.
Existe no país real necessidade em promover a divulgação e sensibilização de pais, responsáveis e professores, além de identificar e superar as principais barreiras ao trabalho integrado e multidisciplinar de saúde.
Perguntas ou dúvidas sobre este artigo, consulte o autor pelo e-mail: contato@oticasmaurolentes.com.br
Por Mauro Rosales Filho